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	<title>Alexander Gieg: Polêmicas!</title>
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	<description>O que se passa na minha mente, e algo mais.</description>
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		<title>GeoCities: o fim</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 19:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Eita! 10 meses desde meu último post. Como o tempo voa! Bem, como muitos devem saber, o Yahoo! pretende desativar seu antigo serviço de hospedagem gratuito, o GeoCities, dentro de uma semana. Embora pelos padrões atuais seja um serviço bastante ultrapassado, vai deixar saudades para quem usa a Internet a muito. Foi lá que muita [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2009/10/geocities-o-fim/">GeoCities: o fim</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Eita! 10 meses desde meu último <i>post</i>. Como o tempo voa!</p>
<p>Bem, como muitos devem saber, o <a href="http://www.yahoo.com/">Yahoo!</a> pretende desativar seu antigo serviço de hospedagem gratuito, o <a href="http://geocities.yahoo.com">GeoCities</a>, dentro de uma semana. Embora pelos padrões atuais seja um serviço bastante ultrapassado, vai deixar saudades para quem usa a Internet a muito. Foi lá que muita gente, inclusive eu, criou seus primeiros <i>sites</i>, e há ainda muitas relíquias dos anos 1990 no serviço. Tantas, de fato, que o pessoal do <a href="http://www.textfiles.com">TextFiles.com</a> está fazendo um trabalho hercúleo para copiar tudo antes que o conteúdo desapareça em definitivo. Eles têm até o dia 26 de outubro. Tomara que consigam.</p>
<p>Já eu fiz minha pequena parte copiando e redirecionando meu antigo <i>site</i> da GeoCities para cá. Quem tiver interesse, <a href="http://www.alexandergieg.org/geocities/">clique aqui</a>.</p>
<p><i>Adiós</i>, GeoCities! Para bem ou para mal, a Internet de hoje não seria a mesma sem você!</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2009/10/geocities-o-fim/">GeoCities: o fim</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
<a href="http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250&pubid=ra-4ec26e6d24327832&url=http%3A%2F%2Fwww.alexandergieg.org%2F&title=" title="Bookmark and Share" target="_blank"><img src="http://s7.addthis.com/static/btn/v2/lg-share-en.gif" width="125" height="16" alt="Bookmark and Share" style="border:0"/></a></p></p><div class='yarpp-related-rss'>
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		<title>Fragilidade</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 09:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Ontem, sábado, dia 6, a vizinha da casa ao lado tropeçou e caiu em frente à sua casa, batendo a cabeça na quina da calçada. Morte instantânea. Deixa marido, filhos adultos e netinhos. Fora a grande tristeza que nos bate quando acontecimentos assim ocorrem tão próximos, eles também nos oferecem motivos para refletirmos sobre a [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/12/fragilidade/">Fragilidade</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Ontem, sábado, dia 6, a vizinha da casa ao lado tropeçou e caiu em frente à sua casa, batendo a cabeça na quina da calçada. Morte instantânea. Deixa marido, filhos adultos e netinhos.</p>
<p>Fora a grande tristeza que nos bate quando acontecimentos assim ocorrem tão próximos, eles também nos oferecem motivos para refletirmos sobre a fragilidade do ser humano. Poderoso, resistente, desafiador, apto a sobreviver diante da força implacável dos elementos que a tudo destrói, a se reerguer após a tragédia e pôr-se a tudo reconstruir, como vimos vendo em Santa Catarina nas últimas semanas, ainda assim basta-lhe um minúsculo passo em falso, uma pequena queda de menos de um metro e meio, para sua vida se esvair e seus sonhos e esperanças se encerrarem. Como conciliar a aparente contradição? Não há meio. A vida humana é pura ambigüidade existencial.</p>
<p>Tenho pena também de outros vizinhos, os da casa em frente. Ontem também foi dia de casamento para um e de festa para todos. Pode imaginar? Todo aniversário de casamento lembrar que também fazem exatamente tantos anos que aquela simpática senhora faleceu? Levar esse fardo pelo resto da vida a dois? Que triste ironia, meu Deus!</p>
<p>Mas <i>c&#8217;est la vie</i>. Ordem e caos, bem e mal, acertos e erros, mesclados uns aos outros, por vezes sob o signo de alguma direção oculta que vislumbramos nas entrelinhas dos acontecimentos, noutras tantas sob a certeza da mais pura arbitrariedade. Em todo caso, sempre e invariavelmente, irredutível a toda e qualquer simplificação.</p>
<p><i>Carpe diem. Memento mori.</i> É o que de melhor podemos fazer.</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/12/fragilidade/">Fragilidade</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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		<title>Teste Flickr</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 15:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>153.jpgOriginally uploaded by Alexander Gieg Para testar a integração entre o Flickr e o Blogger, uma visitinha que minha tia Ruth recebeu durante o almoço uns anos atrás.</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/10/teste-flickr/">Teste Flickr</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p style="text-align: center; clear: both;"><a href="http://www.flickr.com/photos/alexgieg/2935076586/" title="153.jpg"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3014/2935076586_89cff7fac5_m.jpg" alt="153.jpg" style="border: solid 2px #000000;" /></a><br /><span style="font-size: 0.9em; margin-top: 0px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/alexgieg/2935076586/">153.jpg</a><br />Originally uploaded by <a href="http://www.flickr.com/people/alexgieg/">Alexander Gieg</a></span></p>
<p style="clear: both;">Para testar a integração entre o Flickr e o Blogger, uma visitinha que minha tia Ruth recebeu durante o almoço uns anos atrás.</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/10/teste-flickr/">Teste Flickr</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
<a href="http://www.addthis.com/bookmark.php?v=250&pubid=ra-4ec26e6d24327832&url=http%3A%2F%2Fwww.alexandergieg.org%2F&title=" title="Bookmark and Share" target="_blank"><img src="http://s7.addthis.com/static/btn/v2/lg-share-en.gif" width="125" height="16" alt="Bookmark and Share" style="border:0"/></a></p></p><div class='yarpp-related-rss'>
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		<title>O que é a Filosofia?</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 08:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Uma das mais belas respostas que conheço à questão do título são as duas páginas que, sob este título, formam a introdução ao genial livrinho de Mário Ferreira dos Santos, Convite à Filosofia e à História da Filosofia. Vale a pena compartilhá-la: O QUE É A FILOSOFIA? Em suas longas e demoradas especulações através dos [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/07/o-que-e-a-filosofia/">O que é a Filosofia?</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Uma das mais belas respostas que conheço à questão do título são as duas páginas que, sob este título, formam a introdução ao genial livrinho de Mário Ferreira dos Santos, <i>Convite à Filosofia e à História da Filosofia</i>. Vale a pena compartilhá-la:</p>
<h3>O QUE É A FILOSOFIA?</h3>
<p>Em suas longas e demoradas especulações através dos séculos, tem o homem constantemente perguntado. E as respostas às magnas e mais importantes perguntas levaram-no a formular outras que se algumas vezes satisfizeram a alguns, não satisfizeram a todos e, por sua vez, provocaram novas perguntas.</p>
<p>Perguntou o homem, sobre si mesmo: Quem sou? De onde vim? A <b>ANTROPOLOGIA</b> procura responder-lhe essa pergunta. E a <b>COSMOLOGIA</b>, que estuda a ordem do cosmos, procura responder-lhe sobre a origem deste, de onde veio, qual o primeiro princípio. E vem a <b>TEOLOGIA</b>, ciência das coisas divinas, para discutir as razões e motivos a favor ou a desfavor da crença de Deus, o ser criador.</p>
<p>E se Deus existe, porque o bem e o Mal? Porque não é diferente o mundo? E dessas perguntas, outra disciplina, a <b>TEODICÉIA</b> (de <i>Theos</i>, Deus, e <i>dikê</i>, justiça, em grego), é a quem cabe responder se há ou não justiça no mundo.</p>
<p>E como sabemos? E vem a <b>GNOSEOLOGIA</b> para explicar-nos o conhecimento.</p>
<p>Como se dá o saber culto? E eis a <b>EPISTEMOLOGIA</b>, que estuda o saber das diversas ciências.</p>
<p>E como formou o homem a sua inteligência? E eis a <b>PSICOGÊNESE</b>, que lhe ensinará e discutirá os problemas referentes à formação do psiquismo humano. E o espírito humano, que é criador, como surgiu? E sobre esse espírito criador surge outra disciplina, a <b>NOOGÊNESE</b>, que estuda a gênese do <i>nous</i>, o espírito, e, finalmente, a <b>NOOLOGIA</b>, a ciência do espírito.</p>
<p>E como funciona esse psiquismo? E eis a <b>PSICOLOGIA</b>, que se encarrega de propor respostas às perguntas formuladas aqui.</p>
<p>Mas, significam as coisas algo, dizem mais do que o fenomênico? E eis a <b>SIMBÓLICA</b>, que examina as significações das coisas.</p>
<p>E há algo mais oculto, que possamos penetrar mais profundamente? E eis a <b>MÍSTICA</b>, que quer responder a essas perguntas.</p>
<p>E as coisas são belas, apresentam em si mesmas algo que lhes dê outro valor. E então é a <b>ESTÉTICA</b> que estudará esse ponto.</p>
<p>E o transcendente? Poderemos alcançar o que está além de nós, além da nossa experiência? E eis a <b>METAFÍSICA GERAL</b>, a <b>ONTOLOGIA</b>, para responder-lhe a tais perguntas.</p>
<p>E como se dão os factos do universo? E temos a <b>CIÊNCIA</b>, que procura explicar o nexo do acontecer dentro de si mesmo, em sua imanência, no que <i>mana em</i>, dentro de si, nas coisas experimentáveis.</p>
<p>E como medir os factos e contá-los? E surge a <b>MATEMÁTICA</b>.</p>
<p>E como compreender o homem em suas relações com os outros? E a <b>ÉTICA</b>, a <b>MORAL</b>, o <b>DIREITO</b>, a <b>HISTÓRIA</b> e a <b>SOCIOLOGIA</b> propõem-lhes respostas.</p>
<p>E como compreender o nexo dos pensamentos e usá-los da melhor maneira para atingir uma iluminação, que nos mostre mais nitidamente os factos? E eis a <b>LÓGICA</b> e a <b>DIALÉCTICA</b>.</p>
<p>E como explicar tudo isso, dar o nexo a tudo, juntar todo conhecimento humano, e analisá-lo num grande corpo, num grande saber, que seja o saber de tudo, que seja o saber dos saberes, e</p>
<p style="text-align: center; font-size: 16pt;">eis a <b>FILOSOFIA</b>.</p>
<p style="text-align: center;">É para ela, leitor, que este livro é um convite.</p>
<p style="text-align: right; font-size: 9pt;">SANTOS, Mário Ferreira dos, <i>Convite à<br />Filosofia e à História da Filosofia</i>, 3ª edição,<br />São Paulo: Logos, 1964, pp. 11-12.<br />Destaques no original.</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/07/o-que-e-a-filosofia/">O que é a Filosofia?</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 19:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>DCLugi é um dos grandes comediantes perdido em meios aos milhões de vídeos do YouTube, prato cheio para quem entende inglês. Abaixo, seu vídeo mais recente, num raro momento sem falas e portanto apreciável por todos: E se inglês não é seu problema, não deixe de ver outro de meus favoritos. Como sempre, DCLugi interpreta [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/07/youtube/">YouTube</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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<!-- Vixy YouTube Embed v3.1 -->
<!-- The YouTube ID of BgkCx8Ms5zM is invalid. -->
<p><i>No momento o vídeo não pode ser mostrado. Por favor, tente novamente mais tarde. Se ainda assim não funcionar, é possível que ele tenha sido removido do YouTube.</i></p>
<!-- End of YouTube Embed code -->

<p>E se inglês não é seu problema, não deixe de ver <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_RgEUX4gBmg">outro de meus favoritos</a>. Como sempre, DCLugi interpreta todos os personagens:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_RgEUX4gBmg"><img src="http://img.youtube.com/vi/_RgEUX4gBmg/2.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_RgEUX4gBmg">Click here to view the video on YouTube</a>.</p>

<p>Se você tem uma conta no YouTube, <a href="http://www.youtube.com/DCLugiTV">assine o canal</a>. Se não tem, <a href="http://www.youtube.com">cadastre-se</a> e então assine. Vale a pena!</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/07/youtube/">YouTube</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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		<title>Mudanças</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 21:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Um post rápido para informar que mudei de provedor de hospedagem. Há quase três anos eu vinha hospedando meu site com a Hoster, um provedor brasileiro de baixo custo, bastante fácil de usar, e com excelente suporte técnico. Agora o hospedo com a NearlyFreeSpeech (NFS para os íntimos), um provedor americano com custo ainda menor, [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/06/mudancas/">Mudanças</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Um post rápido para informar que mudei de provedor de hospedagem. Há quase três anos eu vinha hospedando meu site com a <a href="http://www.hoster.com.br">Hoster</a>, um provedor brasileiro de baixo custo, bastante fácil de usar, e com excelente suporte técnico. Agora o hospedo com a <a href="https://www.nearlyfreespeech.net/">NearlyFreeSpeech</a> (NFS para os íntimos), um provedor americano com custo ainda menor, sem qualquer facilidades técnica (a menos que você seja um programador ou usuário avançado), e também com excelente suporte técnico.</p>
<p>Se meu provedor anterior era bom e não estou reclamando dele, muito pelo contrário, recomendo-o a quem quer que tenha interesse em hospedar um site com o mínimo possível de esforço, então porque mudei? Basicamente, por dois motivos:</p>
<ol>
<li>Embora a Hoster seja barata, com preços começando em R$15,90, a NFS é mais. Ela não tem plano mínimo, paga-se apenas pelo uso efetivo. Como meu blog não tem gigabytes de textos e imagens, portanto não ocupa muito espaço em disco, nem é particularmente famoso, por isso não consome muita banda-passante, no fim das contas isso significa uma fatura mensal de R$0,20 ou menos (sim, na faixa dos centavos). O fato de eu ser um usuário avançado, claro, ajuda e muito, já que por aqui praticamente tudo envolve configuração manual via prompt de comando.</li>
<li>A política da NFS vem bem a calhar para um site como o meu, já que ela tem como principal ponto forte (o preço baixo vem em segundo lugar) garantir a liberdade de expressão de seus clientes, donde seu nome: &#8220;nearly free speech&#8221; significa algo como &#8220;<i>quase</i> livre expressão&#8221;. Basicamente, caso certa idéia tenha sua expressão protegida pela Constituição americana &#8212; e os EUA ainda são o país com a mais ampla proteção legal à liberdade de expressão &#8211;, não importa o que seja dito, a NFS garante que manterá o site no ar e, se for necessário, defenderá na Justiça o direito de ele continuar disponível, só retirando-o por ordem judicial. Em épocas de politicamente correto exacerbado essa é uma postura mais do que bem vinda.</li>
</ol>
<p>Portanto, se você se encontra em situação semelhante à minha e deseja um provedor com fortes tendências libertárias, informe-se sobre a NFS. Caso contrário, e deseja um provedor mais tradicional, dê uma olhada na Hoster. Se tem interesse em preços baixos, analise ambas. As duas merecem.</p>
<p>E agora, claro, o <i>disclaimerzinho</i> que se espera: não sou afiliado a nenhuma das duas empresas, o que escrevi acima efetivamente reflete minha opinião, e etc. etc. etc. (Terminar a sentença fica de exercício para o leitor.)</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/06/mudancas/">Mudanças</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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		<title>Proibição de Imagens</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 22:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[islã]]></category>
		<category><![CDATA[judaísmo]]></category>
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		<category><![CDATA[tradicionalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Para nós é bastante difícil entender as razões que levam às fortes restrições à produção de imagens de pessoas e seres vivos nas religiões monoteístas. Mas um pouco de Filosofia pode ajudar. Em todos os povos, em todas as épocas, com a única exceção dos europeus a partir do século XV e daqueles por eles [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/04/proibicao-de-imagens/">Proibição de Imagens</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Para nós é bastante difícil entender as razões que levam às fortes restrições à produção de imagens de pessoas e seres vivos nas religiões monoteístas. Mas um pouco de Filosofia pode ajudar.</p>
<p>Em todos os povos, em todas as épocas, com a única exceção dos europeus a partir do século XV e daqueles por eles influenciados, o que atualmente inclui a maior parte do planeta, a mente humana sempre foi considerada passiva. O mundo era o elemento ativo, informando continuamente sua existência, suas características, sua realidade, a tudo e a todos. Conseqüentemente, ninguém &#8220;tinha&#8221; ou &#8220;produzia&#8221; idéias. Pelo contrário, quem <i>expressava</i> idéias eram as próprias coisas. Nosso papel de elementos passivos era apenas o de receber <i>das</i> coisas as Idéias — com &#8220;i&#8221; maiúsculo — das quais elas participam. Assim, por exemplo, ao ver um cavalo ou uma cadeira você não apenas recebia estímulos visuais (as cores, os formatos, a posição etc.), mas também recebia delas sua natureza de cavalo, sua natureza de cadeira etc. É como se dispuséssemos de um sexto-sentido capaz de perceber que aquela coisa é <i>aquela coisa</i>, e não outra.</p>
<p>Essas concepções formavam a base tanto do senso comum quanto da Filosofia antiga. E é dela que vem a melhor justificação racional da condenação da arte figurativa. Segundo Platão, no topo da hierarquia das Idéias está a Idéia de Bem, da qual tudo que é belo, e bom, e verdadeiro, participa. A rigor, somente a própria Idéia de Bem é rigorosamente boa, já que tudo o mais, inclusive as demais Idéias, no máximo &#8220;participa&#8221; de Idéia de Bem, sem no entanto <i>ser</i> ela. O que é o mal, pois, dentro dessa perspectiva? Nada mais, nada menos, do que o afastamento do Bem. O que nos leva a duas conseqüências: a) quanto mais distante algo estiver da Idéia de Bem, pior esse algo será; b) pode-se pensar esse afastamento como uma hierarquia. Observe, portanto, o que ocorre:</p>
<ul>
<li>Temos no primeiro nível a própria Idéia de Bem. Ela é, por definição, a única total e completamente Boa.</li>
<li>Logo em seguida vêm as demais Idéias, como a de Grande, Cavalo, Triângulo, Humano, Vida e assim por diante. Elas todas participam quase que imediatamente da Idéia de Bem, além de serem imutáveis, eternas, imortais etc. Podemos dizer que estão a um grau de distância do Puro Bem.</li>
<li>Abaixo das Idéias temos o mundo concreto das coisas que nos cercam. Todas as coisas concretas participam de várias Idéias. Um ser humano é, por exemplo, participante das Idéias de Humano, Razão, Vida e muitas outras. Mas ele também participa das limitações do tempo e do espaço, crescendo, se movendo, envelhecendo, morrendo. Por serem participantes das idéias, pois, todas as coisas concretas são participantes indiretas da Idéia de Bem. Elas estão, por assim dizer, a dois graus de distância do Puro Bem.</li>
<li>E abaixo das coisas? Aqui temos tudo aquilo que participa apenas das coisas concretas, e <i>não</i> das Idéias que dão origem às coisas. É o reino da arte figurativa por excelência. Por quê? Porque quando um pintor pinta uma cama, ele está imitando <i>aquela</i> cama concreta, daquele quarto concreto, e não a própria Idéia de Cama. A arte figurativa, conseqüentemente, está a três graus de distância do Puro Bem.</li>
</ul>
<p>Portanto, se o objetivo do Filósofo é o de promover o Bem, ele não pode ver valor na arte figurativa. Muito mais vale pô-la de lado e insistir com os homens para que se foquem na realidade concreta. Ou, melhor ainda, que se foquem no próprio mundo das Idéias, de onde as coisas que consideramos concretas obtém sua realidade. Afinal, na concepção clássica as Idéias são não apenas melhores, mas também mais reais do que todas aquelas coisas que meramente participam delas e as imitam, mesmo porque o Real também é uma Idéia que participa da Idéia de Bem.</p>
<p>O que não significa que todo tipo de arte é interdita. Para Platão, se um quadro busca representar não uma coisa, mas sim uma Idéia, ela é legítima. Um exemplo que ele próprio menciona é a antiga arte grega, desaparecida em sua época, e a arte egípcia. Por quê? Porque em ambas as imagens humanas são sempre, por assim dizer, &#8220;genéricas&#8221;, bidimensionais, e rigorosamente idênticas umas às outras, constituindo-se portanto perfeitos símbolos da Idéia Ser Humano, e não deste ou daquele ser humano em particular.</p>
<p>Sabendo portanto como Platão entende a questão, ele que provavelmente nunca ouviu falar do Judaísmo, ainda que tenha sido provavelmente o primeiro monoteísta grego em sentido estrito, observemos agora o que, precisamente, o Antigo Testamento proíbe:</p>
<blockquote><p>&#8220;Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.&#8221; (Êxodo 20:4)</p></blockquote>
<p>Dada a explicação acima, como não ver que se trata da mesma interdição platônica, e até da mesma exceção? A arte figurativa que tenta imitar <i>coisas</i> (&#8220;semelhança <i>do que há</i> em&#8230;&#8221;), esta não pode. Já a arte que busca representar o mundo das Idéias, como por exemplo no desenho de figuras geométricas, nada contra.
</p>
<p>No Islã o princípio é o mesmo:</p>
<blockquote><p>Como contado por Aisha (a esposa do Profeta):<br />
Comprei uma almofada com figuras (de animais) nela. Quando o Apóstolo de Deus a viu, ficou parado na porta e não entrou. Notei os sinais de desaprovação em sua face e disse-lhe, &#8220;Ó Apóstolo de Deus! Arrependo-me diante de Deus e Seu Apóstolo! Que pecado cometi?&#8221; O Apóstolo de Deus respondeu, &#8220;O que é esta almofada?&#8221; Eu disse, &#8220;Comprei-a para ti de modo que possas sentar-te nela em reclinares nela.&#8221; O Apóstolo de Deus disse, &#8220;Aqueles que fizeram estas imagens serão punidos no Dia da Ressurreição, e ser-lhes-á dito, &#8216;Dai vida ao que criastes.&#8217;&#8221; O Profeta acrescentou, &#8220;O Anjo da (Misericórdia) não adentra a casa em que existam figuras (de animais).&#8221;<br />
(Bukhari, Volume 7, Livro 62, Hadith 110)</p></blockquote>
<p>Assim como o é no Cristianismo, cujas vertentes tradicionais, seja o Catolicismo Romano medieval, seja a Igreja Ortodoxa, seja a Igreja Copta, tomam o cuidado de sempre desindividualizar toda e qualquer imagem figurativa de modo a não incorrer nem na proibição bíblica, nem na interdição platônica. Como bem explicou ontem um amigo meu, cristão ortodoxo, uma iluminura ortodoxa pode conter o desenho de alguns prédios para indicar que o cenário é uma cidade, mas será sempre apenas o número suficiente de prédios para indicar que se trata da Idéia de Cidade, nunca <i>desta</i> cidade em particular, e os próprios prédios serão distorcidos, para indicar que se tratam da Idéia de Prédio, e não <i>deste</i> ou <i>daquele</i> prédio em particular. Idem para humanos, animais, plantas, terrenos etc.</p>
<p>Agora, voltando a Platão: assim como há um terceiro grau de afastamento, também podemos supor que há um quarto grau, um quinto grau, um sexto grau e assim por diante. Desconfio que se ele voltasse à vida e tomasse conhecimento do que se entende hoje em dia por arte, sua reação seria do mais absoluto horror. Afinal, se a arte que ele critica é a que busca imitar coisas concretas, o que ele não diria, por exemplo, da arte impressionista, que busca expressar uma impressão subjetiva de uma coisa concreta? Ou da moderna arte abstrata, que busca expressar uma percepção particular de um estado subconsciente influenciado por impressões subjetivas? Ou pior ainda, de uma análise desconstrucionista de uma tal arte? Sem dúvida lhes atribuiria os graus subseqüentes, e viraria o rosto em desgosto.</p>
<p>Seja como for, por mais estranhas que nos soem tais proibições e restrições não são nem aleatórias, nem irracionais. Há fortes e sólidas razões por trás delas, ainda que a maioria de seus praticantes as ignorem. Bem entendidas, o desgosto se vai, e se não chegamos à aceitá-las para nós, pelo menos passamos a compreendê-las, e àqueles que as seguem.</p>
<p>Isso, por si só, já vale todo o esforço.</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/04/proibicao-de-imagens/">Proibição de Imagens</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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		<title>A Torre Negra</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 10:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
		<category><![CDATA[kshatriya]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[tao]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>&#8220;Eu não miro com a mão; Aquele que mira com a mão Esqueceu o rosto de seu pai. Eu miro com o olho. &#8220;Eu não atiro com a mão; Aquele que atira com a mão Esqueceu o rosto de seu pai. Eu atiro com a mente. &#8220;Eu não mato com a arma; Aquele que mata [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/02/a-torre-negra/">A Torre Negra</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><blockquote><p>&#8220;Eu não miro com a mão;<br />
Aquele que mira com a mão<br />
Esqueceu o rosto de seu pai.<br />
Eu miro com o olho.</p>
<p>&#8220;Eu não atiro com a mão;<br />
Aquele que atira com a mão<br />
Esqueceu o rosto de seu pai.<br />
Eu atiro com a mente.</p>
<p>&#8220;Eu não mato com a arma;<br />
Aquele que mata com a arma<br />
Esqueceu o rosto de seu pai.<br />
Eu mato com o coração.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>- Diga obrigado.<br />
- <a href="http://www.torrenegra.com.br/">Obrigado, sai.</a></p>
<p>Longos dias e belas noites!</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/02/a-torre-negra/">A Torre Negra</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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		<title>Relacionamentos</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 08:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Conversando com um amigo sobre relacionamentos amorosos, eu que não tenho experiências próprias no assunto, ele que as tem, os dois em certa medida estudiosos acadêmicos do assunto e adeptos de uma leitura um tanto quanto biologista da coisa, nós chegamos (mais ele do que eu, mas tendo a concordar) a uma hipótese curiosa, no [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/02/relacionamentos/">Relacionamentos</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Conversando com um amigo sobre relacionamentos amorosos, eu que não tenho experiências próprias no assunto, ele que as tem, os dois em certa medida estudiosos acadêmicos do assunto e adeptos de uma leitura um tanto quanto biologista da coisa, nós chegamos (mais ele do que eu, mas tendo a concordar) a uma hipótese curiosa, no melhor estilo filosofia de botequim.</p>
<p>Em resumo, a impressão que temos é que um indivíduo, homem ou mulher, consegue com naturalidade um parceiro que tenha uma quantidade semelhante de atributos positivos. Grosso modo, se por &#8220;atributos positivos&#8221; entendermos &#8220;beleza&#8221;, &#8220;inteligência&#8221; e &#8220;riqueza&#8221;, alguém com apenas <i>um</i> deles conseguiria facilmente um parceiro: a) bonito, mas burro e pobre; b) inteligente, mas feio e pobre; ou c) rico, mas feio e burro. Há exceções, claro, e a lista de atributos não se esgota nesses três (podemos imaginar ainda carisma, coragem, poder, maturidade etc.), nem todos têm o mesmo peso. Mas ainda assim, a evidência anedotal parece indicar que a regra geral é essa.</p>
<p>O corolário evidente é que, para obter um parceiro com <i>dois</i> atributos, ou três, ou quatro etc., o interessado quase que fatalmente terá que também desenvolver um segundo atributo positivo, e um terceiro, e um quarto etc. Tirando algum raro lance de sorte, não há muita escapatória.</p>
<p>Portanto, quem anda frustrado por não encontrar o &#8220;parceiro ideal&#8221; talvez devesse verificar se <i>ele mesmo</i> seria um &#8220;parceiro adequado&#8221; para essa pessoa idealizada. E se a resposta for não, de duas uma: ou reduzir as expectativas até um patamar sensato, ou dar um jeito de se elevar aos pré-requisitos necessários. Qualquer outra alternativa poderá até soar romântica, mas será irrealista.</p>
<p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/02/relacionamentos/">Relacionamentos</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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		<title>Carnaval</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 20:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexander Gieg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[kali yuga]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Aproveitando a data, nada melhor do que um esclarecedor texto de René Guénon: Sobre a Significação das Festas Carnavalescas* In: &#8220;Os Símbolos da Ciência Sagrada&#8221;, 9ª edição. Trad. J. Constantino Kairalla Riemma. São Paulo: Pensamento, 1993. Cap. 21, pp. 126-130. A propósito de certa &#8220;teoria da festa&#8221; formulada por um sociólogo, assinalamos1 que essa teoria [...]</p></p><p><p>Originalmente publicado como <a href="http://www.alexandergieg.org/2008/02/carnaval/">Carnaval</a> em <a href="http://www.alexandergieg.org">Alexander Gieg: Polêmicas!</a>.<br/>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><p>Por: <a rel="author" href="http://www.alexandergieg.org/author/alexgieg/">Alexander Gieg</a>.</p></p><p>Aproveitando a data, nada melhor do que um esclarecedor texto de René Guénon:</p>
<p><b>Sobre a Significação das Festas Carnavalescas</b><a href="#carnS"><sup>*</sup></a></p>
<p><i>In: &#8220;Os Símbolos da Ciência Sagrada&#8221;, 9ª edição. Trad. J. Constantino Kairalla Riemma. São Paulo: Pensamento, 1993. Cap. 21, pp. 126-130.</i></p>
<p>A propósito de certa &#8220;teoria da festa&#8221; formulada por um sociólogo, assinalamos<a href="#carn1"><sup>1</sup></a> que essa teoria tinha, entre outros defeitos, o de querer reduzir todas as festas a um só tipo, que constitui o que se poderia denominar festas &#8220;carnavalescas&#8221;, expressão que nos parece bastante clara por ser facilmente compreendida por todo mundo, pois o carnaval representa na verdade o que delas subsiste ainda hoje no Ocidente. Dizíamos, então, que se apresentam, em temas desse gênero, questões dignas de um exame mais aprofundado. De fato, o que sempre se evidencia nelas, antes de tudo, é uma impressão de &#8220;desordem&#8221; no sentido mais amplo da palavra. Como explicar então a existência dessas festas, não só numa época como a nossa, em que se poderia considerá-las simplesmente como uma das inúmeras manifestações do desequilíbrio geral, mas também, e mesmo com maior desenvolvimento, nas civilizações tradicionais, com as quais parecem incompatíveis à primeira vista?</p>
<p>Não é inútil citar aqui alguns exemplos precisos. Mencionaremos em primeiro lugar, a esse respeito, certas festas com caráter bem estranho celebradas na Idade Média: a &#8220;festa do jumento&#8221;, em que esse animal, cujo simbolismo propriamente &#8220;satânico&#8221; é bem conhecido em todas as tradições,<a href="#carn2"><sup>2</sup></a> era introduzido até mesmo no próprio coro da igreja, onde ocupava o lugar de honra e recebia as mais extraordinárias provas de veneração; e a &#8220;festa dos loucos&#8221;, em que o baixo clero entregava-se às piores inconveniências, parodiando tanto a hierarquia eclesiástica, quanto a própria liturgia.<a href="#carn3"><sup>3</sup></a> Como é possível explicar que tais coisas, cujo caráter mais evidente é sem dúvida de paródia e até mesmo de sacrilégio,<a href="#carn4"><sup>4</sup></a> tenham podido, numa época como aquela, ser não só toleradas, mas até mesmo admitidas de certa forma oficialmente?</p>
<p>Mencionaremos ainda as Saturnais dos antigos romanos, das quais o carnaval moderno parece ter derivado diretamente, ainda que seja apenas, para dizer a verdade, um vestígio muito empobrecido: durante essas festas, os escravos davam ordens aos senhores e estes os serviam;<a href="#carn5"><sup>5</sup></a> tinha-se então a imagem de um verdadeiro &#8220;mundo invertido&#8221;, onde tudo se fazia ao contrário da ordem normal.<a href="#carn6"><sup>6</sup></a> Ainda que se pretenda comumente que havia nessas festas uma evocação da &#8220;idade de ouro&#8221;, essa interpretação é inteiramente falsa, por completo, pois não se trata de uma espécie de &#8220;igualdade&#8221; que poderia ser vista a rigor como representativa, na medida em que o permitem as condições presentes,<a href="#carn7"><sup>7</sup></a> da indiferenciação primitiva das funções sociais; trata-se de uma inversão das relações hierárquicas, o que é inteiramente diferente. Uma tal inversão constitui-se, de modo geral, numa das características mais claras do &#8220;satanismo&#8221;. É preciso, portanto, ver nelas algo mais relativo ao aspecto &#8220;sinistro&#8221; de Saturno, que por certo não lhe pertence enquanto deus da &#8220;idade do ouro&#8221;, mas sim na medida em que hoje é apenas o deus decaído de um período encerrado.<a href="#carn8"><sup>8</sup></a></p>
<p>Podemos ver, por exemplo, que existe invariavelmente nas festas desse gênero um elemento &#8220;sinistro&#8221; e mesmo &#8220;satânico&#8221;, e que, de modo especial, é precisamente esse elemento que agrada ao vulgar e excita a sua satisfação. Aí está, com efeito, alguma coisa que é muito apropriada, muito mais que outra qualquer, para satisfazer às tendências do &#8220;homem decaído&#8221;, na medida em que essas tendências o impelem a desenvolver sobretudo as possibilidades mais inferiores de seu ser. É nisso em particular que reside a verdadeira razão de ser das festas em questão. Trata-se, em suma, de &#8220;canalizar&#8221;, de algum modo, essas tendências e de torná-las tão inofensivas quanto possível, dando-lhes ocasião de se manifestarem, mas somente durante períodos muito curtos e em circunstâncias bem determinadas, estabelecendo, assim, para essa manifestação, limites estreitos que não é permitido ultrapassar.<a href="#carn9"><sup>9</sup></a> Se não fosse assim, essas mesmas tendências, por falta de receberem o mínimo de satisfação exigida pelo estado atual da humanidade, correriam o risco de explodir, se pudermos assim dizer,<a href="#carn10"><sup>10</sup></a> e estender seus efeitos à existência inteira, coletiva e individual, causando uma desordem muito mais grave do que a que se produz apenas durante alguns dias especialmente reservados a esse fim, e que é muito menos temível por estar como que &#8220;regularizada&#8221;. Por um lado, esses dias estão colocados em certa medida fora do curso normal das coisas, de modo que não exerce sobre ele qualquer influência apreciável, e no entanto, por outro, o fato de que não existe aí nada de imprevisto &#8220;normaliza&#8221; de certa forma a própria desordem e a integra na ordem total.</p>
<p>Além dessa explicação geral, que é evidente quando se está disposto a refletir, existem algumas observações úteis que podem ser feitas, em particular no que diz respeito às &#8220;mascaradas&#8221;, que desempenham um papel importante no carnaval propriamente dito e em outras festas mais ou menos similares. E essas observações confirmarão ainda o que acabamos de dizer. De fato, as máscaras de carnaval são em geral hediondas e evocam com freqüência formas animais ou demoníacas, de modo que são como que uma espécie de &#8220;materialização&#8221; figurativa dessas tendências inferiores, até mesmo &#8220;infernais&#8221;, que então é lícito exteriorizar. Mais ainda, cada um escolherá naturalmente, mesmo sem ter consciência clara disso, aquela que melhor lhe convém, isto é, aquela que representa o que está mais de acordo com suas tendências dessa ordem. Assim, poderíamos dizer que a máscara, supostamente destinada a ocultar o verdadeiro rosto do indivíduo, faz, ao contrário, aparecer aos olhos de todos o que ele traz em si na verdade, mas que de hábito deve dissimular. É bom notar, pois isso esclarece ainda mais a natureza de tais fatos, que existe aí uma espécie de paródia da &#8220;reversão&#8221; que, tal como explicamos em outro lugar,<a href="#carn11"><sup>11</sup></a> produz-se num certo grau do desenvolvimento iniciático; paródia, dizíamos, e contrafacção verdadeiramente &#8220;satânica&#8221;, pois nesse caso a &#8220;reversão&#8221; é uma exteriorização, não mais da espiritualidade, mas sim, pelo contrário, das possibilidades inferiores do ser.<a href="#carn12"><sup>12</sup></a></p>
<p>Para terminar esse esboço, acrescentaremos que se as festas dessa espécie estão-se reduzindo cada vez mais, e só parecem despertar o interesse do povo, é porque, numa época como a nossa, elas perderam na verdade sua razão de ser.<a href="#carn13"><sup>13</sup></a> De fato, como se poderia tratar ainda de &#8220;circunscrever&#8221; a desordem e encerrá-la em limites rigorosamente definidos, quando está espalhada por toda parte e se manifesta sem cessar em todos os domínios em que se exerce a atividade humana? Se nos mantivermos presos às aparências exteriores e a um ponto de vista simplesmente &#8220;estético&#8221;, poderíamos ser tentados a nos congratular com o desaparecimento quase completo dessas festas, em especial pelo aspecto &#8220;disforme&#8221; de que se revestem, como é inevitável. Mas essa desaparição, ao contrário, quando se vai ao fundo das coisas, constitui-se em sintoma muito pouco tranqüilizador, pois revela que a desordem irrompeu em todo curso da existência e se generalizou a tal ponto que, pode-se dizer, estamos na realidade vivendo um sinistro e &#8220;eterno carnaval&#8221;.</p>
<p><b>Notas:</b></p>
<p><a name="carnS"></a>* Publicado na revista <i>Études Traditionnelles</i>, dez. 1945.<br />
<a name="carn1"></a>1. Ver a revista <i>É.T.</i>, abr. 1940, p. 169.<br />
<a name="carn2"></a>2. Seria um erro querer opor a isso o papel desempenhado pelo jumento na tradição evangélica, pois, na realidade, o boi e o jumento, colocados lado a lado na manjedoura em que Cristo nasceu, simbolizam respectivamente o conjunto das forças benéficas e maléficas; tornamos a encontrá-los na crucificação, sob a forma do bom e do mau ladrão. Por outro lado, Cristo montado num jumento, sua entrada em Jerusalém, representa o triunfo sobre as forças maléficas, triunfo esse que se constitui na própria &#8220;redenção&#8221;.<br />
<a name="carn3"></a>3. Esses &#8220;loucos&#8221;, aliás, levavam um chapéu com orelhas compridas, claramente destinadas a evocar a idéia de uma cabeça de jumento, traço este que é muito significativo do ponto de vista em que nos colocamos.<br />
<a name="carn4"></a>4. O autor da teoria a que nos referimos reconhece a existência dessa paródia e do sacrilégio, porém, atribuindo-os ao seu conceito de &#8220;festa&#8221; em geral, pretende que sejam elementos característicos do próprio &#8220;sagrado&#8221;, o que não só é um paradoxo exagerado, mas, também, é preciso dizer, claramente, uma contradição pura e simples.<br />
<a name="carn5"></a>5. Encontram-se, inclusive, em países muito diferentes, casos de festas do mesmo gênero em que se chegava a conferir, temporariamente, a um escravo ou um criminoso as insígnias da realeza, com todo o poder que comportam, com a ressalva de dar-lhe morte assim que a festa terminasse.<br />
<a name="carn6"></a>6. O mesmo autor fala também, a esse respeito, de &#8220;atos às avessas&#8221; e mesmo de &#8220;retorno ao caos&#8221;, o que contém ao menos uma parte da verdade, mas, por uma surpreendente confusão de idéias, assimila o caos à &#8220;idade de ouro&#8221;.<br />
<a name="carn7"></a>7. Referimo-nos às condições do <i>Kali-Yuga</i> ou da &#8220;idade de ferro&#8221;, da qual a época romana e a nossa fazem parte.<br />
<a name="carn8"></a>8. Que os antigos deuses tornam-se, de uma certa forma, demônios, é um fato constatado com grande freqüência, e a atitude dos cristãos em relação aos deuses do &#8220;paganismo&#8221; é um caso particular disso, mas que parece não ter sido jamais explicado como deveria. Não podemos, contudo, insistir sobre este ponto, que nos levaria fora do nosso tema. Deve ficar bem entendido que isso tudo se refere apenas a certas condições cíclicas, mas que não afeta ou modifica em nada o caráter essencial desses mesmos deuses enquanto simbolizam intemporalmente princípios de ordem supra-humana, de modo que, ao lado desse aspecto maléfico acidental, o aspecto benéfico, apesar de tudo, subsiste sempre, até mesmo quando completamente desconhecido pelas &#8220;pessoas de fora&#8221;. A interpretação astrológica de Saturno poderia fornecer um exemplo muito claro a esse respeito.<br />
<a name="carn9"></a>9. Isso corresponde à questão do &#8220;enquadramento&#8221; simbólico, à qual nos propomos voltar. [Ver cap. 66.]<br />
<a name="carn10"></a>10. No fim da Idade Média, quando as festas grotescas de que falávamos foram suprimidas ou caíram em desuso, produziu-se uma expansão da feitiçaria desproporcional ao que se havia visto nos séculos precedentes. Esses dois fatos têm uma relação muito direta entre si, ainda que geralmente despercebida, o que é, aliás, mais surpreendente na medida em que existem algumas semelhanças evidentes entre tais festas e o sabá dos bruxos, em que tudo se fazia também &#8220;às avessas&#8221;.<br />
<a name="carn11"></a>11. Ver <i>Initiation et réalisation spirituelle</i>, cap. XXX: <i>L&#8217;Esprit est-il dans le corps ou le corps dans l&#8217;esprit?</i><br />
<a name="carn12"></a>12. Havia ainda, em certas civilizações tradicionais, períodos especiais em que, por razões análogas, permitia-se que as &#8220;influências errantes&#8221; se manifestassem livremente, tomando-se no entanto todas as precauções necessárias em tais casos. Essas influências correspondem, naturalmente, na ordem cósmica, ao que é o psiquismo inferior no ser humano e, por conseguinte, entre a sua manifestação e as influências espirituais existe a mesma relação inversa que entre as duas espécies de exteriorização que acabamos de mencionar. Afinal, nessas condições, não é difícil compreender que a própria mascarada parecer figurar, de certo modo, o aparecimento de &#8220;larvas&#8221; ou espectros maléficos.<br />
<a name="carn13"></a>13. Isso quer dizer que, para falar claro, elas são apenas &#8220;superstições&#8221;, no sentido etimológico da palavra.</p>
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