Alexander Gieg: Polêmicas!

O que se passa na minha mente, e algo mais.

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Relacionamentos

Conversando com um amigo sobre relacionamentos amorosos, eu que não tenho experiências próprias no assunto, ele que as tem, os dois em certa medida estudiosos acadêmicos do assunto e adeptos de uma leitura um tanto quanto biologista da coisa, nós chegamos (mais ele do que eu, mas tendo a concordar) a uma hipótese curiosa, no melhor estilo filosofia de botequim.

Em resumo, a impressão que temos é que um indivíduo, homem ou mulher, consegue com naturalidade um parceiro que tenha uma quantidade semelhante de atributos positivos. Grosso modo, se por "atributos positivos" entendermos "beleza", "inteligência" e "riqueza", alguém com apenas um deles conseguiria facilmente um parceiro: a) bonito, mas burro e pobre; b) inteligente, mas feio e pobre; ou c) rico, mas feio e burro. Há exceções, claro, e a lista de atributos não se esgota nesses três (podemos imaginar ainda carisma, coragem, poder, maturidade etc.), nem todos têm o mesmo peso. Mas ainda assim, a evidência anedotal parece indicar que a regra geral é essa.

O corolário evidente é que, para obter um parceiro com dois atributos, ou três, ou quatro etc., o interessado quase que fatalmente terá que também desenvolver um segundo atributo positivo, e um terceiro, e um quarto etc. Tirando algum raro lance de sorte, não há muita escapatória.

Portanto, quem anda frustrado por não encontrar o "parceiro ideal" talvez devesse verificar se ele mesmo seria um "parceiro adequado" para essa pessoa idealizada. E se a resposta for não, de duas uma: ou reduzir as expectativas até um patamar sensato, ou dar um jeito de se elevar aos pré-requisitos necessários. Qualquer outra alternativa poderá até soar romântica, mas será irrealista.

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